Clientes

Ter mais clientes: encontrar, escolher, voltar
Um cliente novo passa por três momentos: encontrar a casa, escolher entre ela e outra, e decidir se volta. A maior parte do esforço vai para o primeiro, e é o terceiro que paga as contas. Trate o perfil no Google, as avaliações e a razão para regressar, por esta ordem.
Ter mais clientes parece um problema só. São três, e são diferentes uns dos outros. Um cliente novo tem de encontrar a casa, escolher entre ela e as outras, e depois decidir se volta. Quase todo o esforço de divulgação vai para o primeiro momento, e é o terceiro que paga as contas.
Três momentos, três trabalhos
| Momento | O que o resolve |
|---|---|
| Encontrar | O perfil no Google, a fachada e a montra, para quem procura no telemóvel ou passa à porta |
| Escolher | Informação que se confirma sem entrar: fotografias, avaliações, ementa e preços |
| Voltar | Uma razão concreta e uma data, dadas à mesa antes de o cliente sair |
Encontrar
Quem procura onde comer no telemóvel encontra um mapa antes de encontrar qualquer site, porque é assim que a página de resultados está montada, e quem gere esse mapa é o Google. O perfil da casa é gratuito, demora uma tarde a preencher bem e decide se aparece nas pesquisas de quem está a duzentos metros. Os horários de feriado, que parecem detalhe, são das formas mais banais de mandar um cliente a uma porta fechada, e quem faz essa viagem raramente tenta outra vez.
Os campos que contam e o que medir depois estão em Perfil de Empresa no Google para restaurantes.
Escolher
Entre duas casas parecidas, ganha a que se deixa ver. Fotografias recentes, ementa com preços, avaliações com resposta. As avaliações negativas assustam mais os donos do que os clientes: uma resposta calma a uma estrela vale mais do que dez estrelas sem comentário, porque quem lê não está a julgar a reclamação, está a julgar a casa que responde.
Os três casos e o que escrever em cada um estão em como responder a uma avaliação de uma estrela. O que a casa mostra por dentro conta na mesma direção, e a luz da sala faz mais diferença do que parece: o que faz uma sala parecer mais cara do que é.
Voltar
Aqui está a parte que quase ninguém trabalha. O cliente acaba de comer, gostou, paga e sai. Ninguém lhe deu uma razão para marcar uma data. Fazer voltar quem já esteve cá dispensa convencer seja quem for, porque a casa já provou o que faz.
Não há um multiplicador honesto para citar aqui, e há muitos a circular. O que se pode dizer com segurança é que o segundo cliente não obriga a pagar para ser encontrado. Uma promoção fixa num dia fraco, um prato que só existe às terças, um aviso quando entra algo de época: qualquer coisa concreta e repetida funciona melhor do que um desconto grande e único.
As escalas e as promoções que criam hábito estão em dias de semana vazios, escalas e promoções.
Quem traz o cliente, e de quem ele fica
Duas fontes de clientes trazem volume e levam qualquer coisa em troca. As plataformas de entrega cobram uma comissão que sai inteira da margem do prato, e ficam com a relação. Os influenciadores trazem atenção curta e nem todos trazem clientes.
A conta da comissão e o que fazer para ficar com o cliente estão em ter clientes sem depender da Uber Eats e da Glovo. Como distinguir quem traz mesa de quem quer jantar de graça, e o que a lei obriga a identificar, está em influencers no restaurante.
Se estiver a começar do zero
- Perfil no Google preenchido, com horários certos e fotografias suas.
- Responder a todas as avaliações dos últimos seis meses.
- Escolher um dia fraco e dar-lhe uma razão fixa para existir, a mesma todas as semanas.
- Só depois disto pensar em pagar por alcance. O que resulta quando os anúncios não mexem nada está em marketing para restaurantes sem anúncios.
Para escrever respostas, descrições e publicações mais depressa, há ferramentas que ajudam e outras em que não se deve confiar. Onde umas acabam e as outras começam está em IA no restaurante, o que já dá e o que ainda não.
Perguntas frequentes
- Por onde começar quando o restaurante tem poucos clientes?
- Pelo perfil no Google, porque é o que responde a quem procura onde comer ali perto, e porque é gratuito. Horário certo, morada certa, fotografias atuais e a ementa ligada. Só depois disso é que faz sentido pensar em redes sociais ou em anúncios, que custam dinheiro e chegam a menos gente.
- É mais barato trazer um cliente novo ou fazer voltar um antigo?
- Fazer voltar quem já esteve cá é quase sempre mais barato, porque não é preciso convencer ninguém de nada: a casa já provou o que faz. Não há um multiplicador honesto para dar aqui, e desconfie de quem der um. O que se pode dizer com segurança é que o segundo cliente não exige que se pague para ser encontrado.
- O que faz um cliente decidir entre dois restaurantes parecidos?
- Quase sempre a informação que consegue confirmar sem entrar. Fotografias recentes, avaliações com respostas, horário que está certo, ementa visível com preços. Entre uma casa que se deixa ver e outra que obriga a arriscar, quem está com fome escolhe a primeira.
- Um restaurante precisa das plataformas de entrega para ter clientes?
- Não precisa, mas convém fazer a conta antes de decidir. A plataforma traz volume e cobra uma comissão que sai toda da margem do prato. A pergunta útil não é se compensa entrar, é o que fica quando a comissão sai e o que a casa faz para ficar com o cliente que a plataforma trouxe.
- O que dá para fazer sem gastar dinheiro nenhum?
- Preencher e manter o perfil no Google, responder às avaliações, corrigir os horários de feriado, fotografar os pratos com o telemóvel e dar aos clientes uma razão concreta para voltar num dia específico. Nenhuma destas coisas tem custo e todas mexem no número de mesas.
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