A ementa

Mostrar os pratos ao cliente: fotografia, vídeo e o que a lei exige

Uma imagem do prato resolve a indecisão do cliente, que é onde a venda se ganha ou se perde. Funciona quando é do prato real e falha quando é banco de imagens, porque o cliente compara com o que chega à mesa. Com telemóvel: luz natural de lado, sem flash, fundo liso, mesma altura em toda a carta.

Há um momento em que a venda se decide, e não é quando o cliente entra nem quando pede a conta. É nos trinta segundos em que olha para a carta e não sabe o que escolher. Quem não sabe escolhe o que já conhece, e o que já conhece raramente é o prato que a casa quer vender.

A imagem tem de ser a do seu prato

A informação sobre um alimento não pode induzir o consumidor em erro quanto às suas características, e a apresentação faz parte disso. Na prática, uma imagem de banco de um hambúrguer que não é o seu cria uma expectativa que a cozinha não vai cumprir.

Há ainda a razão comercial, que morde mais depressa do que a legal: o cliente compara a foto com o que lhe chega à mesa. Se a diferença for grande, perdeu-se a confiança e provavelmente a avaliação online.

Fotografar com um telemóvel, bem

ElementoFaçaEvite
LuzNatural, a entrar de lado, junto a uma janelaFlash e luz do teto do restaurante
FundoA mesa da casa, lisoTalheres, guardanapos e copos a mais
ÂnguloDe cima para pratos fundos, ao nível para pratos altosMudar de ângulo em cada prato
MomentoLogo que o prato sai da cozinhaDepois de arrefecer, quando o molho seca
ConsistênciaMesma luz, mesma altura, mesma distânciaFotos de dias e telemóveis diferentes

A consistência importa mais do que a qualidade de cada fotografia isolada. Uma carta com dez fotos iguais entre si parece profissional mesmo tirada com telemóvel. Dez fotos boas mas todas diferentes parecem um álbum.

Quando o vídeo ganha à foto

Quase tudo o que dá vontade num prato é movimento: o queijo que estica, o molho que cai, o estaladiço quando se parte a crosta. Uma fotografia mostra o prato, o movimento mostra a textura, e é a textura que decide o cliente indeciso.

Não vale para tudo. Uma sopa não ganha nada com movimento. Escolha os pratos onde há alguma coisa a acontecer.

Por onde começar

  1. Escolha os dez pratos que quer vender, cruzando vendas com a margem de cada um.
  2. Marque uma manhã com luz e faça as dez de uma vez.
  3. Fotografe cada prato acabado de emplatar, como sai para a mesa.
  4. Escolha uma imagem por prato e descarte o resto.
  5. Ponha as imagens onde o cliente decide, não onde é bonito ter. A carta na mesa decide mais do que o Instagram.

Depois de ter as imagens, a pergunta seguinte é onde as pôr sem transformar a carta num folheto. Está em como fazer a ementa de um restaurante.

Perguntas frequentes

Vale a pena pôr fotos dos pratos na ementa?
Vale quando resolvem indecisão e quando são fiéis ao prato servido. Numa carta em papel, duas ou três imagens boas ajudam e vinte medianas fazem a casa parecer mais barata. Em ecrã a lógica inverte-se, porque o cliente já espera ver o prato antes de escolher.
Como fotografar pratos com o telemóvel?
Junto a uma janela, com a luz a entrar de lado e não de frente. Sem flash. Fundo liso, de preferência a própria mesa. Fotografe ligeiramente de cima para pratos fundos e quase ao nível da mesa para hambúrgueres e sobremesas altas. Use sempre a mesma altura e o mesmo enquadramento em toda a carta.
Posso usar imagens de banco para os pratos?
Não é boa ideia. Além de defraudar a expectativa do cliente à mesa, informação sobre o alimento não pode induzir em erro quanto às suas características, o que abrange a apresentação e as imagens. Uma foto genérica de um prato que não é o seu é exatamente o tipo de expectativa que não vai conseguir cumprir.
Foto ou vídeo do prato, o que funciona melhor?
A foto mostra o prato, o vídeo mostra a textura: o queijo a esticar, o molho a cair, o estaladiço. Para o cliente indeciso, o movimento decide mais depressa. A foto continua a ser suficiente para pratos simples e reconhecíveis.
Quantos pratos devo fotografar?
Comece pelos que quer vender, não por todos. Dez pratos bem fotografados valem mais do que quarenta feitos à pressa, e a carta fica mais fácil de manter quando muda a ementa.

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